Em meio à quarentena imposta pela pandemia do Covid-19, e com todas as restrições e adaptações necessárias à nova rotina, pessoas de diversas formações e regiões da capital paulista encontraram tempo para transformar em ação o desejo compartilhado de auxiliar os profissionais da saúde, tão essenciais nessa batalha.

A Rede Proteção Solidária nasceu da parceria de profissionais do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP (IOT –  https://www.iothcfmusp.com.br/) com quatro instituições de ensino que abriram seus espaços makers para a produção e montagem de acessórios de proteção individual.

Os espaços makers disponibilizam material, ferramentas e conhecimento – misturando técnicas digitais e saberes tradicionais – que permitem tirar uma ideia do papel e fabricar (quase) qualquer coisa. Toda a informação produzida nesses espaços é compartilhada de forma livre, para toda comunidade.

Escolas de todo o mundo têm investido nesses espaços porque possibilitam aprendizagens relativas à criatividade e ao aprender fazendo (learning by doing) e as estratégias pedagógicas voltadas para o contexto do século 21,

Em poucas semanas, a rede ganhou corpo com a participação voluntária da comunidade escolar e a adesão de profissionais das mais diversas áreas, como médicos, engenheiros, educadores, jornalistas, designers, além da doação indispensável de insumos e recursos financeiros para viabilizar a produção solidária.

Face shields –  A pesquisadora e terapeuta ocupacional Maria Cândida de Miranda Luzo e o tecnólogo César Martins, ambos do Rehab Lab – Laboratório de Pesquisa e Tecnologia Assistiva, ligado ao IOT – começaram a trabalhar no projeto de uma face shield feita por meio de corte a laser.

O material definido por uma junta médica do HC e aprovado pela Anvisa foi o ponto de partida para a produção dessas máscaras mais duráveis, esterilizáveis e seguras para uso do corpo clínico durante a pandemia.

Para que o projeto saísse do papel, os profissionais do HC contaram com o apoio de Eduardo Lopes, fundador do Garagem Fab Lab, vinculado à rede mundial iniciada pelo MIT (https://web.mit.edu) –  Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Depois do primeiro protótipo, impresso no espaço maker da Escola Projeto Vida (www.projetovida.com.br), Pedro Setubal, responsável pelo HackLab d a Escola Nossa Senhora das Graças (http://www.gracinha.g12.br – Gracinha), que também iniciara a produção voluntária de face shields, se uniu ao grupo através do amigo Eduardo.

A iniciativa cresceu com o envolvimento da comunidade do Gracinha, escola mantida pela Associação Pela Família (ASPF) que tem ações sociais como parte de seu DNA, e de outros espaços maker: da Escola da Vila (http://www.escoladavila.com.br), do Vera Cruz (www.veracruz.edu.br), do Projeto Vida (http://www.projetovida.com.br) e do Oficina Lab (http://www.oficinalab.com.br),

Animado pelo bem-estar que a iniciativa solidária proporciona, o grupo segue nessa toada com a intenção de ampliar a capacidade de realização, sensibilizando mais pessoas e empresas a contribuir financeiramente com a produção das máscaras e compartilhando todas as informações técnicas necessárias para que outros grupos possam se organizar e replicar o modelo de produção.

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Juntos podemos fazer mais…